sábado, 19 de Abril de 2014

O abrolhamento

Nestas primeiras semanas de Abril decorreu o abrolhamento das videiras no Dão Serrano.


Inicia-se assim mais um ciclo vegetativo.


As plantas acordam de novo, depois de uma sesta bem merecida.


E para o viticultor vem ai agora um periodo de dores de cabeça, mas sobretudo exitante.


Nesta altura a vinha esta bonita, com pintas verdes a nascer por todo lado, colorindo o aspecto invernal.


Consoante o facto de serem brancas ou tintas, consoante as castas e consoante factores como as exposições solares, os microclimas, as videiras estão mais ou menos adiantadas no seu ciclo vegetativo.



Como sera 2014?


Impossivel de prever, pelo menos para mim.


O que é certo é que a chuva invernal foi bastante intensa.


Não faltara agua nos solos, as reservas hidricas puderam recompor-se.


O resto, o futuro o dira!

terça-feira, 15 de Abril de 2014

April Wines of the Month

O meu Dão 2011 e o Pape 2010 foram distinguidos pela critica britanica Sarah Ahmed com o titulo de vinhos do mês de Abril!
Fiquei super contente ao ler esta noticia!

Aqui fica o link :

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Dão 2011 na selecção Março/Abril da winept.com

O Dão 2011 foi escolhido pelo clube de vinhos online winept.com para a sua selecção Março/Abril, facto que me deixa muito orgulhoso.

Podem aceder ao site aqui : winept

O texto descritivo redigido pelo Luis Ferreira retrata bem a historia deste projecto.
Aqui fica :

António Madeira Vinhas Velhas 2011

Uma escolha obrigatória que, por este ou aquele motivo, vinha sendo adiada. Foi de tal forma convincente, desde o início, que logo o demos por adquirido nas nossas seleções. Não fosse numa seria noutra... e a certeza atrasaou o inevitável: a chegada de um novo símbolo do seu "terroir". Sem a rede de várias colheitas, não alargamos o juízo ao rótulo, mas o primeiro António Madeira não é menos que isso: excelente amostra do potencial e virtudes do Dão serrano (sub-região da Serra da Estrela)! Irreverente, vivo, ainda rebelde, mas tudo bem colocado, tão redondo, que o crivo da prova parece desperdício. Para quê procurar pontas soltas onde não as há¿? Apetece passar à degustação prazenteira. O seu encanto juvenil, acidez e fruta no topo, mas sem arestas, conquista qualquer mesa. Equilíbrio que augura maiores façanhas sob o veludo do tempo. Na melhor linha do Dão.
Mais surpreendente ainda é tudo isto ser fruto de esforço autodidata. Um jovem engenheiro francês, António Madeira, fez em Paris o percurso de tantos entusiastas. De prova em prova, até que a curiosidade o levou às expedições no terreno (Bordéus, Borgonha, etc.) e ao contacto com os produtores. Umas férias em Portugal e uma Revista de Vinhos fizeram o resto, levarando o luso-descendente às vinhas dos seus antepassados, em Santa Marinha, aldeia de Seia. E por aí ficam as semelhanças de percurso com outros entusiastas . Chegado onde queria, António fez caminho. Calcorreou o sopé da Serra, escutou os velhos, visitou vinhedos. Em 2010, fala com o vizinho Álvaro Castro para vinificar 80kg de uvas, da vinha que salvou do abandono. Há anos que não era podada. Fez os 80 kg e, no ano seguinte, engarrafou este extraordinário Dão. Focando-se sempre na terra e nas uvas. Em condições que são elas próprias um luxo, de respeito pela natureza, pela genuinidade do vinho. O blog do produtor A Palheira do Ti Zé Bicadas dispensa comentários sobre a integridade da opção. 

domingo, 30 de Março de 2014

The Dão Museum

Esta vinha com 120 anos é um autêntico museu vivo do Dão.

This 120 years old vineyard is a kind of alive museum of the Dão region.



Mostra o que era o Dão das origens.



It shows what was the Dão at the time of its origins.


Cada cêpa tem a sua propria personalidade.


Each vine has its own personality.


As videiras vão bailando ao ritmo do tempo.


Vines dancing in the foothill of the Serra da Estrela mountain, the Portugal highest.


  No sopé da Serra da Estrela.


Os solos continuam a ser trabalhados manualmente, sem herbicidas, nem tractores.


Soils are still worked manually, without herbicides, nor tractor.


So assim se pode pretender expressar um terroir.


This is essential if you whant to express a "terroir".


As variedades são antigas.


The varieties are very old.


Mais antigas que a região demarcada.


Older than the Dão appellation.


Alem da Baga e do Jaen, encontram-se muitas castas hoje praticamente esquecidas.


Besides the Baga and Jaen, many varieties are now almost forgotten.


At 120 years old, sometimes we need a cane!


Aos 120 anos, por vezes, ja se precisa da bengala!


 As castas brancas e tintas estão misturadas na vinha.


Red and white varieties are field blended.


A tradição era assim.


The tradition was so.


Todo o meu trabalho visa a respeitar este legado dos nossos antepassados.


All my work aims to respect this legacy of our ancestors.


Esse respeito reflete-se nos metodos culturais na vinha, mas tambem em praticas de vinificação coerentes.


This respect is reflected in the cultural methods in the vineyard, but also in winemaking practices consistent.


As vinificações, como em todos os meus vinhos, não levam produtos enologicos (alem do sulfuroso).


The vinification, as in all my wines, do not take quimical winemaking products (besides the sulfur).


A fermentação alcolica realiza-se a partir as leveduras da propria vinha.


The alcoholic fermentation takes place from the own vineyard yeasts.


O vinho é portanto a expressão pura desta vinha, ou seja do Dão de outrora, do Dão das origens.


The wine is so pure expression of this vineyard, ie the Dao of origins.


Uma oasis para os amantes do vinho verdadeiro.


An oasis for lovers of real wine.


Rendez-vous em 2015/2016 para provarmos a colheita de 2013!

Rendez-vous in 2015/2016 to taste the 2013 harvest!

sexta-feira, 28 de Março de 2014

Dão 2011 in Catavino

From Simon Woolf's report about Simplesmente Vinho 2014, in Catavino :

This tasting was much more about new discoveries than established names. A serious looking young man poured me a superb “Vinhas Velhas” from the Dão. His story was as captivating as the wine. Half Portuguese half French António Madeira lives in Paris, but now spends every available weekend and holiday returning to half a hectare of abandoned vineyards, to craft this exquisitely focused red. Madeira explained “I had to come and do this. Too many winemakers here just go for over-extraction and oak ageing. That’s a pity. I want to show that our wines can be elegant.”
According to Isabelle Legeron’s Raw Fair manifesto, Madeira would qualify as a natural winemaker. 
Here's the link :
http://catavino.net/2014-porto-simplesmente-vinho/

terça-feira, 25 de Março de 2014

O branco 2013 - work in progress

Ja vos tinha contado a vindima do branco aqui

E a sua vinificação natural aqui


Depois do fim de a fermentação em Dezembro (3 meses!!!), bloqueou-se o arranque da malolactica com sulfuroso. Desde então tem-se feito bâtonnage, o que explica o aspecto nestas fotos de inicio de Março.


O vinho esta cada vez melhor, ja não se nota tanto aqueles aromas a panificação da altura da fermentação, nem aqueles aromas florais que se encontram em alguns vinhos brancos do Dão e que pessoalmente não me encantam muito.


Pelo contrario e para meu agrado, em Março o vinho estava a ficar mais sério, mais contido no aroma.
A boca mostrava pureza, força e equilibrio, num estilo de branco de Outono que não passou por barrica.
Veremos como se portara no proximo episodio.
Por enquanto, é deixa-lo percorrer o seu caminho.